Inflação da zona do euro desacelera a 2% em dezembro, dentro da meta do BCE
Banco Central Europeu sinalizou no mês passado que não tem pressa em ajustar ainda mais a política monetária
A inflação da zona do euro desacelerou conforme o esperado no mês passado, atingindo a meta de 2% do BCE (Banco Central Europeu), antes de provavelmente cair nos próximos meses, uma vez que a queda dos custos de energia compensou as pressões internas persistentes sobre os preços, mostraram dados da Eurostat nesta quarta-feira (7).
A inflação no bloco monetário desacelerou para 2% em dezembro, de 2,1% no mês anterior, em linha com a expectativa em uma pesquisa da Reuters com economistas, uma vez que os preços de energia continuaram a puxar para baixo o aumento geral dos preços, compensando um aumento na inflação de alimentos.
Um dado mais crucial sobre os preços subjacentes, que exclui os custos voláteis de alimentos e energia, diminuiu para 2,3%, de 2,4%, devido a uma modesta desaceleração na inflação de serviços e produtos industriais.
O aumento dos preços oscilou em torno da meta de 2% do BCE durante a maior parte de 2025, e o banco o vê próximo desse nível nos próximos anos, mesmo que a inflação possa ficar abaixo da meta na maior parte deste ano e do próximo.
Embora algumas autoridades de política monetária tenham expressado preocupação com o fato de que as leituras baixas poderiam perpetuar a inflação anêmica ao deflacionar as demandas salariais, a maioria parece ter adotado uma visão mais relaxada, argumentando que a queda é temporária e causada principalmente pela volatilidade da energia.
De fato, o BCE sinalizou no mês passado que não tem pressa em ajustar ainda mais a política monetária, consolidando as expectativas do mercado de que vai manter sua taxa de depósito em 2% durante todo o ano de 2026.